sábado, 11 de janeiro de 2014

Treinando crianças com deficiência visual para ir ao banheiro


O treinamento do toalete funciona melhor quando os pais dessas crianças têm acesso à orientação, instrução e encorajamento. O primeiro passo para começar é perceber se a criança está pronta.
Os sinais de prontidão para todas as crianças são:
Ela percebe a diferença de estar molhada ou seca?
Ela pode sentir quando precisa ir ao banheiro urinar ou evacuar?
Ela é capaz de atingir penico ou o banheiro a tempo (com a sua ajuda)?
Ela pode se despir e vestir ou está pronta para aprender?
Ela é motivada para dar esse próximo passo?
Se a criança está em uma fase de resistência, não está pronta para assumir um novo desafio ou ainda não se sente à vontade para se comportar “como as outras crianças “,  você precisa dar um tempo e prepará-la/ conscientizá-la da importância deste processo.
Se você acha que a criança está pronta, converse com o pediatra e outros profissionais que trabalham com ela. Você terá acesso a opiniões e orientações valiosas, baseadas nas necessidades específicas da criança que você acompanha.
Também é importante se preparar emocionalmente antes de embarcar nesta experiência. Crianças com deficiências muitas vezes começam o treinamento do toalete mais tarde do que outras crianças, muitas vezes a conclusão do processo ocorre anos depois de iniciado, o que exige paciência. Acidentes acontecem e, é claro, que você vai precisar recorrer a uma dose extra de paciência e humor quando eles ocorrerem.
As crianças com deficiência visual, assim como os adultos, experimentam uma desvantagem em várias fases do treinamento. Em primeiro lugar, elas são incapazes de observar os membros da família e colegas que usam o banheiro, então elas não podem imitar esses comportamentos. Os detalhes de onde o penico é no banheiro, como o corpo é orientado enquanto se senta, como a urina e as fezes entram no penico, como se puxa, corta e usa o papel higiênico vão precisar de mais explicações para que ela venha a entender como funciona o processo. Portanto, nesses casos, você provavelmente vai querer esperar um pouco mais para começar,  até que a criança tenha três ou quatro anos (ou até mais tarde) para que ela possa compreender totalmente o que você está dizendo a ela.
Quando o adulto está pronto para introduzir a criança com deficiência visual para uso do sanitário, ele começa permitindo que ela explore e localize o banheiro. (Certifique-se de que este ambiente seja agradável e seguro para que ela queira usar). Colocar as mãos nos ombros do adulto para que ela possa sentir alguém sentado no vaso sanitário, enquanto explica o que você está fazendo e porque; deve-se também orientar as mãos da criança em direção ao papel higiênico , a descarga e a pia. Depois de ter colocado um penico no banheiro, faça de tudo para mantê-lo no mesmo lugar durante todo o processo de treinamento. Fale com a criança sobre o uso de vaso sanitário em outras vezes, também, ressalte que a maioria das pessoas sabem usar o banheiro e que o uso de vaso sanitário é um sinal de ser uma criança grande, que pode cuidar de si mesma.
Uma vez que ela começa a praticar o uso do penico, você terá que manter o banheiro e a passagem para ele livre de obstáculos. Um penico musical que é ativado quando a urina atinge a bacia pode tornar o processo de aprendizagem mais divertido. Ensine a criança a sentir a borda do assento antes de jogar o papel higiênico e, se a criança é um menino ensine-o a urinar em pé de forma correta para que ele não urine no vaso sanitário. Finalmente, quando ela estiver mais confortável com o uso do banheiro, leve-a em outro banheiro que não o de casa. Assim, vai ajudá-la a se familiarizar com a grande variedade de layouts e estilos de WC . E, sobretudo, você vai ajudar a construir a auto-confiança da criança. Saiba mais: www.reab.me

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Adaptação Matemática: Plano Carteziano

Ensino Médio: Plano Carteziano. Representação das retas X e Y em cortiça; representação dos números positivos e negativos escritos em Braille; indicação da localização de cada ponto na reta numérica com pontos em EVA; representação do encontro das retas e do número zero com um botão redondo em relevo.



Adaptação Matemática: Números

Ciclo I - Adaptação dos números: trouxe modelo de adaptação de alguns números para dar ideia de como elaborar uma apostila com números de 0 a 9 com utilização dos números em Braille confeccionados em EVA, escritos na máquina Braille e objetos e/ou texturas indicando a quantidade.


NÚMERO 1
                                               

NÚMERO 2

NÚMERO 3

NÚMERO 4



NÚMERO 5

Dado confeccionado com caixa, velcro e círculos em EVA

Relógio confecionado em EVA, com números em Braille escritos em fita adesiva

Adaptação de Biologia: Célula Eucariota e Procariota

Ensino Médio: Com a utilização de diversas texturas pode-se reproduzir as partes de uma célula. É importante a utilização de legenda indicando a representação de cada textura. Foram utilizados nesta adaptação: Papel cartão, eva, lixa, palitos de sorvete (plástico), barbante, botões de diversos tamanhos, papel polionda, cortiça, espuma, velcro, canudo plástico, sianinha, TNT e cordão de algodão.

CÉLULA EUCARIOTA / ANIMAL
CÉLULA EUCARIOTA / VEGETAL
CÉLULA PROCARIOTA

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

sábado, 14 de julho de 2012

COMO EVITAR ACIDENTES COM OS OLHOS


Quando se trata de acidentes com os olhos, o melhor remédio é a prevenção, pois algumas lesões podem causar desde a perda da qualidade da visão até a cegueira irreversível.
Quando esses acidentes ocorrem, é importante saber que medidas devem ser tomadas e procurar com urgência por atendimento oftalmológico, pois apenas uma avaliação médica pode dimensionar a lesão e evitar complicações no futuro.


Como evitar acidentes com os olhos

Cozinhando

Quando estiver cozinhando, deixe sempre o cabo da panela virado para dentro do fogão para evitar que ela vire em função de algum esbarrão. Mantenha a penela sempre tampada, pois o líquido quente pode respingar e causar queimaduras nos olhos.

Produtos de limpeza

Mantenha produtos de limpeza longe do alcance das crianças. Evite guardá-los nas prateleiras mais baixas de armários ou sob a pia. Eles podem causar queimaduras químicas se acidentalmente entrarem em contato com os olhos. O mesmo se aplica a medicamentos, que não podem ser aplicados nos olhos sem prescrição médica ou em doses diferentes do que foi recomendado.

Objetos e crianças

Não permita que crianças brinquem com objetos pontiagudos, como facas, garfos e tesouras com pontas, pois eles representam risco de perfuração ocular.

Plantas

Cuidado com as plantas pontiagudas e espinhosas, que podem ferir os olhos. As que soltam líquido leitoso podem causar irritação se atingirem os olhos.

Cigarro

Não fume próximo a crianças pequenas. Ao pegá-las no colo ou ao movimentar o braço elas podem sofrer queimadura ocular.

Animais

Oriente as crianças sobre o cuidado em suas brincadeiras com animais (eles podem bicar, arranhar ou morder a região os olhos) e ainda a lavar bem as mãos após suas brincadeiras. As fezes de alguns animais (principalmente gatos e aves) podem transmitir toxoplasmose, doença que provoca inflamação nos olhos.

Esportes aquáticos

Ao praticar esportes aquáticos, use óculos de proteção: os germes e os produtos químicos presentes na água podem causar irritações e inflamações nos olhos.

Coçar os olhos

O hábito de coçar os olhos pode facilitar o aparecimento de infecções e desencadear doenças nos olhos, por isso evite coçá-los repeditamente e oriente as crianças sobre isso.

No carro

Crianças de até 10 anos devem ser conduzidas sempre no banco traseiro. Pessoas de qualquer idade devem usar sempre o cinto de segurança: ele é capaz de evitar perfurações nos olhos, em caso de acidente.
Conselho Brasileiro de Oftalmologia

sábado, 23 de junho de 2012

CUIDADOS COM OS OLHOS





  1. As unhas dos bebês são grandes causadores de acidentes oculares.







    Seu filho anda piscando muito ultimamente? 
    Antes de rotular como um "tique", leve-o para descartar problemas oftalmológicos como astigmatismo, alguma lesão pequena na córnea ou conjuntiva e etc. 




    O médico COMPROVOU que seu filho NÃO tem desvio ocular, mas as fotos insistem em dizer o contrário? 
    Ele deve ser portador de PSEUDOESTRABISMO (falso desvio). Não fiquei preocupada. O estrabismo verdadeiro é que pode comprometer a visão da criança. 



    Se filho está chegando muito perto da TV? 
    Pode ser apenas curiosidade infantil. A única maneira de descartar um problema oftalmológico é levando-o ao oftalmologista. 







    1. Mesmo seu filho ainda sendo um bebê, já é possível saber se ele precisará de óculos. Até os 6 meses de idade, é fundamental um exame oftalmológico de rotina para descartar sérios problemas visuais.

sábado, 26 de maio de 2012

CATARATA


A catarata é uma grave doença ocular causada pela opacificação do cristalino, lente natural do olho responsável pela focalização da luz sobre a retina. Quando o cristalino se torna opaco, a luz não chega à retina em quantidade suficiente, o que prejudica a qualidade da visão. Com o passar do tempo, a catarata pode se agravar até causar cegueira reversível.

TIPOS DE CATARATA
Catarata Congênita: é aquela que está presente no portador desde seu nascimento. Em geral, ocorre quando a gestante sofre de rubéola no início da gravidez e também pode ser hereditária.
Catarata Inflamatória: inflamações intra-oculares podem ocasionar catarata. Para evitar esta complicação, o ideal é consultar um oftalmologista sempre que notar algo diferente nos seus olhos ou na sua visão. Dor, vermelhidão, cansaço visual e sensibilidade à luz podem ser um sinal de algo não vai bem.
Catarata Medicamentosa: todo medicamento tem em sua fórmula substâncias específicas para tratar um determinado problema. Pessoas que usam remédios por conta própria, sem a recomendação de um médico, estão arriscando a saúde. Alguns medicamentos, que têm em sua composição um elemento chamado corticóide, em longo prazo ou em excesso, podem propiciar o surgimento da catarata.
Catarata Metabólica: alterações do metabolismo como diabetes, colesterol alto, doenças do fígado, hormônios também podem levar a formação de catarata.
Catarata Senil: o passar dos anos atinge todas as partes do corpo. Em função do envelhecimento, o cristalino perde suas características (transparência e mobilidade) dando origem à catarata.
Catarata Traumática: agressão física, grandes quedas e acidentes automobilísticos são exemplos de situações críticas que podem ocasionar este tipo de catarata. Por isso, ao passar pelas situações citadas ou similares, consulte um oftalmologista.
Doenças como glaucoma e diabetes também podem favorecer o surgimento de catarata.

TRATAMENTO


A cirurgia: de modo geral, a cirurgia de catarata consiste na substituição do cristalino opaco por uma lente artificial. Embora seja um procedimento cirúrgico extremamente complexo, os avanços tecnológicos registrados na Oftalmologia nos últimos anos permitem que esta cirurgia seja realizada de forma rápida e segura, sob anestesia local. Apesar disso, todo procedimento cirúrgico envolve riscos e, portanto, é fundamental escolher um especialista experiente e seguir suas recomendações em todas as fases do tratamento.
Facoemulsificação: nesta técnica um aparelho que emite ondas de ultra-som é utilizado para despedaçar o cristalino. Depois estas pequeninas partes são aspiradas e uma lente artificial é implantada.
Extração extra-capsular do cristalino (EECC): neste procedimento o cristalino é retirado por inteiro, o que implica em um corte maior para sua extração, e substituído por uma lente artificial.
Entre no site e saiba mais sobre: Cuidados pré e pós operatórios, lentes intraoculares e cirurgias refrativas. Clique aqui: Sociedade Brasileira de Catarata


GLAUCOMA


Tipos de glaucoma
Glaucoma crônico de ângulo aberto
Ocorre em 80% dos casos e não apresenta sintomas no início. No entanto, se não for tratado precocemente, o paciente pode perder totalmente a visão com o passar dos anos.
Glaucoma agudo ou de ângulo fechado
Um olho normal sofre aumento grande e repentino da pressão intraocular, causando dor ocular tão intensa que, em geral, provoca crises de vômito. Caso de emergência clínica. Pessoas com esse tipo de glaucoma apresentam aumento súbito da pressão ocular. Os sintomas incluem dor intensa e náusea, assim como vermelhidão ocular e visão embaçada. Sem tratamento, o paciente pode ficar cego em apenas um ou dois dias.
Glaucoma de pressão normal
Nesse tipo de glaucoma, o dano ao nervo óptico e o estreitamento da visão lateral ocorrem inesperadamente em pessoas com pressão intraocular normal.
Tanto nos casos de glaucoma de ângulo aberto como de pressão normal, raramente o paciente apresenta sintomas bem definidos, como dor nos olhos ou a redor deles e alteração da visão.
O glaucoma pode levar meses e até anos para se desenvolver, sem apresentar qualquer alteração. Na maioria dos casos, a doença progride lentamente, sem que o paciente note a perda gradual da visão periférica. Normalmente, a visão vai piorando das laterais para o centro do campo visual.
Glaucoma secundário
Glaucoma decorrente de outras doenças. Em certos casos, estão associados com cirurgia ocular ou cataratas avançadas, lesões oculares, alguns tipos de tumor ou uveíte (inflamação ocular). Da mesma forma, os corticosteroides- usados para tratar inflamações oculares e outras doenças, podem desencadear o glaucoma em algumas pessoas se usados indiscriminadamente.
Glaucoma congênito
A criança que nasce com glaucoma, geralmente apresenta sintomas característicos, como olhos embaçados, sensibilidade à luz, lacrimejamento excessivo, globo ocular aumentado e córnea grande e opacificada. O pediatra pode fazer este diagnóstico. Essas alterações são decorrentes do aumento da pressão intraocular que pode acontecer já durante a gestação. O tratamento sugerido é a cirurgia, que caso seja feita precocemente pode apresentar bons resultados.
Saiba mais: visite a página da ABRAG e conheça: diagnóstico, tratamento, grupos de de risco e teste. Clique no site:
  ABRAG - Associação Brasileira dos Amigos, familiares e portadores de Glaucoma

terça-feira, 22 de maio de 2012

RETINOBLASTOMA

FIQUEM ATENTOS!!
Se você tirou uma foto e sua criança apareceu com os olhos vermelhos? ÓTIMO
Se um reflexo branco surgiu, procure um oftalmologista o mais breve possível, pode ser Retinoblastoma.

Retinoblastoma é o tumor ocular (câncer) mais comum em crianças. Pode acometer um ou os dois olhos, tanto meninos quanto meninas e sem predileção por cor ou raça.
O tumor pode ocorrer em crianças recém-nascidas ou até em crianças acima de 7 anos, porém a maioria dos casos é diagnosticado por volta dos 2 anos e meio a 3 anos.

Existe cura para o Retinoblastoma?
Sim. Em condições boas de tratamento (ou seja, hospital com recursos, médicos experientes e diagnóstico precoce), a chance de cura pode chegar a 95%. E esses pacientes ficam com a visão próxima de 100% em grande número dos casos.
Toda criança recém nascida deve realizar o teste do olhinho ainda na maternidade. Nesse teste, que é muito simples e pode ser realizado pelo próprio pediatra, verifica-se a presença do reflexo vermelho após incidir uma luz na direção da pupila da criança. Qualquer anormalidade nesse exame, levanta a suspeita de uma doença ocular e o oftalmologista deve ser imediatamente consultado. Não é só o retinoblastoma que pode ser detectado nesse exame mas também catarata congênita, opacidades na córnea, infecções etc…
Fonte: Visão da Criança
========================================
ESTRABISMO



O estrabismo corresponde à perda do paralelismo entre os olhos. Pessoas com estrabismo são chamadas popularmente de "vesgas". Existem três formas de estrabismo, o mais comum é o convergente (desvio de um dos olhos para dentro), mas podem ser também divergentes (desvio para fora) ou verticais (um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro).
Como se apresenta?
Podem-se apresentar de três maneiras:
constantes: O desvio de um dos olhos é permanentemente observado, Podem ser monoculares quando apenas um se desvia e alternados quando ora é um olho ora é outro.
intermitentes: ora os olhos estão alinhados e ora há desvio. Mais frequente nos divergentes
latentes: só é possível verificar com testes oculares.
Como se desenvolve?
Os sintomas e as conseqüências dos estrabismos são diferentes conforme a idade que aparecem e a maneira como se manifestam. A visão se desenvolve fundamentalmente nos seis primeiros anos de vida, sendo os dois primeiros os de maior plasticidade sensorial. Os estrabismos que aparecem antes dos seis anos de idade possuem um mecanismo de adaptação que faz com que haja supressão da imagem que cai no olho desviado e então a criança ou o adulto que ficou estrábico dentro deste período não apresenta visão dupla. Nestes casos, se o desvio aparece sempre no mesmo olho (estrabismos monoculares), teremos diminuição da visão (ambliopia) do olho desviado. Em qualquer idade, as pessoas com estrabismos latentes (forias) terão queixas de cefaleia pelo esforço que fazem para manter os olhos alinhados, porque em situação de desvio há visão dupla. Outra conseqüência importante do estrabismo é o torcicolo (chamamos de torcicolos oculares), isto é, para usar melhor os dois olhos a criança gira ou inclina a cabeça para uma dada posição. Os estrabismos apresentam um caráter hereditário irregular, isto é, podem pular algumas gerações. Outros estrabismos são secundários a algumas doenças como: diabetes, hipertireoidismo, afecções neurológicas.
Como se trata?
Os estrabismos são corrigidos com óculos ou cirurgia. Operam-se os estrabismos que não são corrigidos com óculos ou a parte que os óculos não conseguem corrigir. Os estrabismos que corrigem com óculos são chamados de acomodativos e estão relacionados em geral a necessidade de correção do grau de hipermetropia. Somente os desvios latentes e os intermitentes pequenos é que são passíveis de serem auxiliados por exercícios chamados ortópticos. Pelas implicações de perda de visão, bem como pela possibilidade de ser manifestação de outras doenças, os pacientes com estrabismo devem ser examinados pelo especialista tão logo haja suspeita de desvio ocular.
Fonte: Cloe visão

============================
TOXOPLASMOSE

A toxoplasmose atinge os olhos através de uma inflamação interna e pode causar cegueira. Quando uma mulher é infectada durante a gravidez, pode provocar danos ao feto.

Causas

A toxoplasmose ocorre através da contaminação por microorganismos presentes nas fezes de animais como cachorro, gato, aves e carne de porco.
Conselho Brasileiro de Oftalmologia



=============================
CERATOCONE


O ceratocone é um distúrbio chamado distrofia contínua e progressiva, que ocorre na córnea com afinamento central ou paracentral, geralmente inferior, resultando no abaulamento anterior da córnea, na forma de cone. A apresentação é geralmente bilateral e assimétrica.
Trata-se de condição rara, encontrada em todas as raças, nas diferentes partes do mundo, com prevalência que varia de 4 a 600 casos por 100.000 indivíduos. História familiar está presente de 6 a 8% dos casos, sugerindo herança familiar. Seu aparecimento mais comum ocorre na puberdade, geralmente entre os 13 e os 18 anos de idade, progride por aproximadamente 6 a 8 anos e, após, tende a permanecer estável.
O ceratocone pode estar associado a doenças sistêmicas como as síndromes de Down, Turner, Ehlers-Danlos, Marfan, além de atopias, osteogênese imperfeita e prolapso da válvula mitral. Condições oculares às quais pode estar relacionado são a ceratoconjuntivite vernal, aniridia, amaurose congênita de Leber e retinose pigmentar. O paciente pode relatar mudanças frequentes na prescrição de óculos ou diminuição na tolerância ao uso de lentes de contato.
Uma complicação possível é a hidropsia aguda, líquido que penetra nas camadas da córnea, provoca diminuição súbita da acuidade visual associada a desconforto e lacrimejamento. O tratamento do episódio agudo é feito com solução salina hipertônica e oclusão, ou lente de contato terapêutica. Com a cicatrização, que ocorre entre 6 e 10 semanas, pode haver melhora da acuidade visual devido ao aplanamento da córnea.
Nos casos mais brandos, o tratamento do ceratocone é inicialmente realizado por meio de óculos. Para astigmatismos maiores ou um pouco avançados, lentes de contato rígidas podem ser adaptadas com sucesso. Atualmente, alguns casos apresentam melhora com adaptação de lentes hidrofílicas próprias para ceratocone. O tratamento cirúrgico, com transplante penetrante de córnea, é indicado para os casos mais avançados ou com cicatrizes extensas que não melhoram com lentes de contato. Após a cirurgia geralmente é necessário o uso de lentes de contato para obtenção de melhor acuidade visual.

Lentes de Contato e Ceratocone

O uso de lentes de contato em pacientes com ceratocone é considerado quando os óculos não possibilitam boa visão.
Ao adaptar uma lente de contato no paciente o oftalmologista busca condições que possibilitem uma adaptação mais fisiológica, em que ocorra uma menor agressão à córnea com menor probabilidade de piora da evolução do ceratocone.
Há vários desenhos de lentes de contato que podem ser utilizados na correção óptica do ceratocone, dentre eles: lente de corte simples, monocurva externa, de desenho padrão; lente Soper, bicurva posterior; lente rígida gás-permeável com desenho escleral; sistema a cavaleiro (piggyback); lentes esféricas; lentes tóricas. Dependendo do estágio de evolução da doença deve-se avaliar qual o desenho mais apropriado.
Todo usuário de lentes de contato deve fazer uma avaliação periódica de sua adaptação (a cada 6 meses). As lentes devem ser limpas e desinfectadas a cada uso. Isso deve ser feito por meio de fricção e enxágue, com o uso de soluções apropriadas.
Autores: Dr. Nilo Holzchuh e Dra. Karin Ikeda
 Conselho Brasileiro de Oftalmologia

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

AS CORES DAS FLORES


Uma criança cega precisa escrever uma redação sobre as cores das flores. O vídeo mostra o desafio do menino para conseguir cumprir a tarefa.




Clique no link e assista ao vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=s6NNOeiQpPMv=s6NNOeiQpPM

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

NISTAGMO

Atendendo a sugestões...
O termo nistagmo é usado para descrever os movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos dos olhos. É um tipo de movimento involuntário dos globos oculares, geralmente de um lado para o outro e que dificulta muito o processo de focagem de imagens. Os movimentos podem ocorrer de cima para baixo ou até mesmo em movimentos circulares e podem surgir isolados ou associados a outras doenças. Os nistagmos variam de caso a caso e podem ser classificados de acordo com a manifestação clínica.

Os principais tipos são:
fisiológico, congênito, spasmus nutans, nistagmo do olhar, nistagmo vestibular, nistagmo por distúrbio neurológico, nistagmo voluntário e nistagmo histérico. Em geral, provocam incapacidade de manter fixação estável e significativa ineficiência visual, especialmente para visão à distância. Estima-se que os nistagmos afetam 1 a cada 1000 nascidos vivos .As oscilações do nistagmo um ou ambos os olhos, em uma ou todas as posições . O nistagmo congênito raramente surge logo ao nascimento e é mais freqüente entre 8 e 12 semanas de vida. Se não for detectado nos primeiros meses de vida, deve ser um nistagmo adquirido.

Causas:
O nistagmo pediátrico difere muito do nistagmo iniciado na fase adulta. Na infância, o nistagmo pode ter causas relacionadas a um defeito do olho ou na relação de comunicação entre o olho e o cérebro. É ainda associado a catarata, glaucoma, desordens de retina, albinismo e em pacientes com síndrome de Down. Alguns tipos de nistagmo podem ser hereditários; outros de causa desconhecida. O nistagmo adquirido, que se desenvolve ao longo da vida, pode ser o sintoma de esclerose múltipla ou associado à lesão neurológica aguda nas vias motoras oculares localizadas no tronco cerebral ou cerebelo, labirintites, maculopatias entre outras doenças.

Tratamentos:
Em crianças, é importante um apoio educacional adequado com o objetivo de melhor o processo de focalização de imagens e se fazer um bom condicionamento visual. Indica-se boa ergonomia de ambientes de casa, aumento de letras em computadores e ainda um trabalho específico voltado para esse problema. A terapêutica para o nistagmo ainda é limitada atualmente, mas muito pode ser feito para melhor a visão de quem tem esse problema. Pode-se recorrer à ortóptica (oclusão alternada), tratamento óptico (com uso de prismas) para corrigir o mau posicionamento da cabeça, mudança dos óculos por lentes de contato (para prevenir outros problemas oftalmológicos). Há ainda o tratamento medicamentoso, que tem substâncias estimuladoras do sistema neurotransmissor inibitório ou depressoras do sistema neurotransmissor excitatório. Novos estudos existem com aplicação da toxina botulínica, mas sem resultados comprovados até o momento. Já o tratamento cirúrgico do nistagmo objetiva a melhoria da acuidade visual através de procedimentos específicos nos músculos dos olhos.
Atenção: O Nistagmo não acarreta a perda de visão mas, pode causar interferência na eficiência visual. Se você, professor, tem um aluno que apresenta estas características pode utilizar os métodos e recursos para crianças que tenham baixa visão. Neste Blog você encontrará sugestões.
Fonte: http://www.portaldaoftalmologico.com.br/